Oficinas Literárias
Inscrições no Espaço de Leitura. Vagas limitadas.
Escrita livre – Geografias
Partindo do tema “geografias” e transitando por diferentes técnicas de expressão textual em prosa e verso, a oficina abre espaço para o exercício da prática escrita, além de incentivar e estimular o hábito da leitura. Orientação de Renan Barbosa.
26/8, 2/9, 9/9, 16/9, 23/9. Terças, às 14h.
OBS: A oficina ainda dispõe de vagas. Para participar, basta se inscrever antes ou na hora, a cada terça-feira, às 14 h, até 23/09.
A seguir, texto produzido* pelo participante Eduardo Menezes Silva no primeiro dia da Oficina de Escrita Livre – Geografias. Tema proposto: A carta. Técnica disparadora: Conto “A cartomante”, de Machado de Assis; música “A carta”, de Vanessa da Mata.
*publicado com a autorização do autor
“Querida Ruth,
Completamos a travessia. A viagem foi longa, dura e cansativa, mas já estamos aqui. Na primeira semana pegamos uma tempestade muito forte no cerrado e perdemos uma das carroças. A carroça caiu do penhasco e quase mata Tobias, o carroceiro. Viajamos com mais cautela depois disso, e pai pegou caminhos mais longos e com menos ribanceiras.
Na segunda semana meu irmão, o Matias, tomou uma picada de cobra numa encruzilhada perto de Juruá. Levamos ele correndo para um vilarejo e ele ficou três dias morre não morre, de cama. Ele não aguentou e se foi no quarto dia. O pai e a mãe estão desconsolados. Quando chegamos, fizemos o enterro dele ao lado da igreja nova, no muro da cidade.
O vilarejo aqui é bonito, tem um rua com várias casas coloridas e todas as casas aqui têm árvores na frente. Eu e o Tomé sempre roubamos frutas nos quintais. Semana passada me pegaram e eu tive que varrer toda a igreja, pra pagar castigo.
A mana Luíza se engraçou com Estevão, o cocheiro da terceira carroça, e agora parece que vão se casar. A mãe faz gosto no casamento mas o pai não, diz que o rapaz não pode dar boa vida pra ela. Mas a mãe diz que nesse fim de mundo vá se arranjar coisa melhor! E tem mais, o pai ainda não sabe mas eu ouvi a mãe conversando com a mana e parece que ela já está até esperando bebê. Você sabe o rebuliço que isso vai dar!
Tenho saudade de você e das conversas da beira do riacho. Aqui tem uma ponte que a gente pesca, penso muito em você quando estou lá. Você podia vir logo, mas o pai falou que tua família só vem no outono. Se vier mesmo…
O pai só reclama e diz que aqui a terra não é boa. A mãe fala até em voltar mas tem medo da travessia. Eu gosto daqui, só falta mesmo você.
Espero tua chegada ansiosamente.
Um beijo enorme,
Rodrigo.
P.S.: Da minha parte ainda está de pé aquele trato de nos casarmos. E da sua?”
OFICINA DE ESCRITA LIVRE – SEGUNDO DIA
Técnica disparadora: trechos do romance “Dom Casmurro”, de Machado de Assis; música “Capitu”, de Luiz Tatit, na gravação de Zélia Duncan. Tema proposto: Capitu (hoje)
Texto produzido pelo participante Eduardo Menezes Silva – publicado com autorização do autor
“Capitu
Bem sei de teus planos
teus jogos insanos
teu riso no escuro
teus olhos vagos.
Bem sei das tuas manhas,
tuas artimanhas
tuas unhas de gata,
teus olhos de gata,
das afiadas garras
Desses olhos
que são de ressaca
que puxam pra dentro,
roubam a paz
e devolvem o tormento
a um peito que acusa
e na sombra duvida
Quero a paz,
Capitu
de volta e a vida”
Dia 23/09
Textos Disparadores
“Três Tesouras perdidas” Conto de MAchado de Assis
“A Rita, música de Chico Buarque”
Proposta de criação de texto com o título “Desilusão”
Participante: Giselle
Abaixo texto de giselle:
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Desilusão
Quanta desilusão a gente encontra por aí;
Á espreita de nossos sonhos, de nossas vidas.
Quanta desilusão a gente encontra dentro de cada pensamento absorto, inerte em nosso repentino
Desanimo.
Quanta desilusão a gente procura, cada vez que não encontra o que deseja e nessa procura ela se fecha sem querer caminhar, viajando nas horas que angustiam.
Desilusão é uma palavra única que enche de lágrimas cada sílaba lida ou falada; reticente em sua própria fala.
Como ter a ilusão de não se iludir? É nessa hora que poderá surgir; a desilusão.
Desiludir é como afogar sonhos dentro de si mesmo;se jogar no abismo criado por seus próprios pés,afundar-se em lágrimas nascentes de um sorriso perdido; às vezes pode não ter fundamento.
Desilusão; solicitarei ao meu breve viver que você parta para algum lugar que eu nunca saberei; onde jamais te encontrarei .
Giselle 23/09/2008 gicanevari@ig.com.br
adorei
nossa esse site éh mto bm!!
bjos valeu
Parabens aos autores!!!!